"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." (I Coríntios 13:01)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Noites Longas


Noites longas, noites claras
E o pensamento em lhe ter
Fecho os olhos, não adormeço,
Num tormento a te querer
Noites luas a te esperar
Quantas mais hei de contar
Almejando um embate
Sonhando em te encontrar
Noites frias, nebulosas
A solidão a me abater
Desejando o teu calor
Junto ao meu a me aquecer
Noites mudas tão vazias
Calam-se as juras de amor
Sem olhares complacentes
Entorpecida em dissabor
Estendem-se as horas
Madrugada a fora
Medos e desejos
Delírios do prazer
Findam-se com alvorada
Das noites longas
Das noites claras
Quotidiano sobreviver
Pra tão logo anoitecer
E voltar a padecer

Um comentário:

  1. Como sempre, escrevendo muito bem!!!
    Um xeru!!!
    Saudades de ti, sabia...

    ResponderExcluir