"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." (I Coríntios 13:01)

domingo, 31 de outubro de 2010

Quem Será?


Quem será? Este jovem que me faz sonhar...
Este fantasma da ópera em utopias a me tomar
fazendo jogar-me em teus braços a delirar...
Desejando os teus beijos fico a imaginar...
Experimento seu gosto que anseio provar...
Sentindo seu cheiro que vem me atormentar...
Encosto  nos seus lábios querendo devorar...
Procuro suas mãos junto as minhas a tocar...
Enroscando os meus pés juntos aos seus agasalhar...
Te olhando nos olhos com paixão a declarar...
Curando os meus medos juntos a superar...
Com toda distância um dia hei de te encontrar...
 E as muitas noites longas luas juntos contar...
Em algum lugar no mundo vou te alcançar...
E abraços profundos vamos eternizar...
Quem será? Onde está? Quem será?
Quem será este jovem que tanto me faz sonhar...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Amor Furacão



Tens toda a veemência de um beijo
Pulsando minha’alma em emoção
Devastando minha vida em desejo
Vai-se embora sem nenhum perdão
Iludida na espera de um cortejo
Ansiando lhes despertar paixão
Perco o ar assim que o vejo
Enquanto lanças-me em solidão
Ignoras-me em qualquer lugarejo
Magoando o meu ermo coração
Assim como destroem um vilarejo
Amor platônico é como um furacão

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Foi-se a Máscara


Foi-se o meu prazer
Todo o brilho do meu ser
Foi-se a esperança
Morta em cada amanhecer
Foi-se o meu sorriso
Silente a se perder
Foi-se a alegria
Quando lembro de você
Foi-se os meus sonhos
Tentando te esquecer
Foi-se a minha máscara
Ao tentar me esconder
E agora as minhas lágrimas
Não poderei mais conter
Pois meu rosto esta despido
E todos vendo o meu sofrer

Mudanças



Imergida em sacolas e caixas
Mergulhos em passados que se esvai
Vejo tantos momentos vou guardando
Vão embrulhados em jornais
Minha história eu vou envolvendo
Como já fiz um tempo atrás
Enquanto lágrimas vão descendo
Pois tão frágil está meu coração
Recobrindo, encaixotando,
Redescobrindo, despedindo
E as lembranças vão surgindo
Dos sorrisos mais lindos
Momentos tão divinos
Que nessa casa passei em paz
Assim como as muitas
Que já me mudei
Deixarão saudades..
Ficarão para trás...
Meu presente agora se faz
E a felicidade em espera
Prosperar em nova era
Com Deus abençoar
Na casa mais linda
Que agora vou habitar
Junto com minha família
Memórias de Nair perpetuar
A casinha da minha vozinha
Eu agora vou cuidar

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Seu Querubim em Seu Jardim


Saio cedo
Vou sem medo
Corto caminho pelo seu jardim

Vivo longe sob a ponte
Dos desejos de ter-te pra mim

A vida passa e eu pego uma taça
Paguem uma bebida pra mim
Que eu hoje estou forte
Bebo várias doses
Eu quero é me redimir

E me embriago depois mais um trago
Esqueço das noites sem fim

Vou viajar no teu gosto
Num porre o seu rosto
Flutuando como um querubim

Vou conhecer outros mundos distantes
Mas quero mesmo é te ter aqui

E eu vou sem medo
Buscar os teus beijos
Passando pelo seu jardim

Bato na sua porta
Madrugada a fora
Encontro um vazio infeliz

Mas não vou embora
Vou viver agora
Sonhando o seu beijo
Seu cheiro, seu gosto,
Seu corpo candente

Pra sempre em mim
Sou seu querubim
Nua em seu jardim

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Noites Longas


Noites longas, noites claras
E o pensamento em lhe ter
Fecho os olhos, não adormeço,
Num tormento a te querer
Noites luas a te esperar
Quantas mais hei de contar
Almejando um embate
Sonhando em te encontrar
Noites frias, nebulosas
A solidão a me abater
Desejando o teu calor
Junto ao meu a me aquecer
Noites mudas tão vazias
Calam-se as juras de amor
Sem olhares complacentes
Entorpecida em dissabor
Estendem-se as horas
Madrugada a fora
Medos e desejos
Delírios do prazer
Findam-se com alvorada
Das noites longas
Das noites claras
Quotidiano sobreviver
Pra tão logo anoitecer
E voltar a padecer

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Banquinho Branquinho



Naquela esquina foi-se à tarde
Chega noite novamente
Num espetáculo do sol poente
Tantos Sóis se assentarão
Fez-se tenebroso o jardim no escuro
Apagam-se antulhos, gérbrias, rosas, lírios...
Sob as costas do assento de cimento frio
Tantas estórias contariam e contrariam
Era antes tão abrupto e único
Era assim, todinho feito à mão
Onde passaram vidas em vidas
Que se contam e se perdem no coração.
Sentaram-se no banquinho todo branquinho
Feito das madeiras, sobras do portão.
Onde se fez apoio nos primeiros passos sóbrios
Porvindouros sonhos esperançosos
Dos pequenos prósperos passos longos
Do apoio ao abraço d’outro lado.
Onde se fez alegrias sob brilho do astro rei
Fulgor gris dos cabelos de senhoras senis.
Onde se fez os sorrisos de meninas sem leis
Que deliram livres com suas bonecas de lírios.
Onde se fez a embriagues de ancião
Cantarolando hinos a lembrar
Com doses longas das caninhas a inebriar
E dos hinos os desatinos poesias a formar.
Onde se fez carícias escondidas
Beijos de tantos amados a compartilhar
O namorico dos jovens cheios de paixão
Que em juras, juram amor eterno, quanta ilusão.
Onde se fez estudo, do menino de futuro,
Que decora textos tão profundos
Resumidos na palma da mão.
Onde se fez cantinho pra despertar
Cafezinho com pão quente desjejuar
Vai aquecendo velhos ossos fadigados
No sol tímido, típico de inverno
Fome de noite longa a saciar
Onde se fez repouso dos tantos felinos
Pequenos bichos dos pelos tenros e compridos
Ronronam, enroscam nas pernas decrépitas,
Vão por debaixo das saias brincando de caçar
Pulam ágeis nos pardais famintos
Que devoram farelos do pão
Torrados com manteiga no fogão
Voam pardais...
Voam o tempo...
Voa a saudade do que não volta mais
Marcando minh’alma, era de meninice.
Que ficou naquele quintal tão longínquo
O banquinho ficou vazio, ficou mudo
Mudou tudo como tudo muda no mundo
E aquele banquinho tão branquinho
Perpetuou minha inspiração
Que jaz em minha imaginação